quinta-feira, 8 de abril de 2010

Biografias Republicanas

Manuel José de Arriaga


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue (Horta, 8 de Julho de 1840 - Lisboa, 5 de Março de 1917) foi o primeiro presidente da República Portuguesa. Foi também escritor, poeta e um grande orador.

Vida Pessoal e política
Estudou direito na Universidade de Coimbra de 1860 a 1865. Membro do Partido Republicano, foi eleito quatro vezes, deputado pelo círculo da Madeira (de 1882 a 1892), de cujo directório fazia parte, juntamente com Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homem Cristo. Considerado um orador notável, muitos dos seus discursos deram um impulso não negligenciável à causa republicana.
A 17 de Outubro de 1905, era nomeado reitor da Universidade de Coimbra. Em 1910 mantém o mesmo cargo conjuntamente com o vice-reitor Sidónio Pais.
Foi deputado constituinte em 1911 e eleito Presidente da República - o primeiro chefe do Estado do novo regime. Após o "golpe das espadas", em 1915, Arriaga convidou o general Pimenta de Castro a formar governo.
Em 1892 ele foi eleito para os republicanos pela primeira vez no Parlamento Português, as Cortes. Depois da revolução de 1910, ele é primeiro reitor da Universidade de Coimbra, em seguida, o procurador-geral. Além disso, ele foi eleito deputado na Assembléia Nacional Constituinte.
Mais tarde em 1911, foi eleito Presidente da República.
Arriaga era um excelente orador, fez alguns de seus discursos do movimento republicano em Portugal, um estímulo importante. Ele deu ênfase em manter boas relações com a Igreja Católica.



Teófilo Braga

Joaquim Teófilo Fernandes Braga (Ponta Delgada) foi um político, escritor e ensaísta português.Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

Actividade política
É activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português.
Em
1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.
A
28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.
Teófilo Braga foi eleito pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de
Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco.
Presidente de transição, face à demissão de
Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.


Machado dos Santos

António Maria de Azevedo Machado Santos (Lisboa, 10 de Janeiro de 1875), mais conhecido por Machado Santos, foi um militar e político português, considerado o fundador da República Portuguesa pelo denodo com que se bateu na Revolução de 5 de Outubro de 1910 e depois na defesa do regime contra a intentona monárquica de 22 a 24 de Janeiro de 1919 em Monsanto.

Vida Politica

Durante a Monarquia, afirmou-se como um conspirador inveterado, presente em todos os movimentos revolucionários que precederam a queda do regime, distinguindio-se na Revolta de 28 de Janeiro de 1908.
Jovem e de aspecto romântico, exercendo um importante papel de coordenação operacional do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, acabou catapultado pela imprensa para o papel de herói da Rotunda e pai da República.
Eleito deputado à
Assembleia Constituinte de 1911, foi dos primeiros a manifestar sinais de desencanto face ao andamento da política na República, a qual se afastava rapidamente dos ideais de pureza republicana dos seus defensores iniciais.
Foi preso e deportado para os Açores durante a ditadura de
Pimenta de Castro.
Durante a ditadura de Sidónio Pais foi feito senador e ocupou as funções de Secretário de Estado das Subsistências e Transportes e Secretário de Estado.
Por fim em 1919 organiza um grupo de combatentes que luta contra os revoltosos monárquicos acampados na Serra de Monsanto; salva a República, mas retira-se da actividade política.


Manuel Teixeira Gomes


Manuel Teixeira Gomes (Vila Nova de Portimão, 27 de Maio de 1860)foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925. Foi também escritor.

Após a
implantação da República, exerce o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra. Em 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, cidade onde então se encontrava a família real portuguesa no exílio.
Eleito
presidente da república a 6 de Agosto de 1923, viria a demitir-se das suas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de grande perturbação política e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foi a sua justificação oficial para a renúncia.
Deixou uma importante obra literária, integrada na corrente. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público através de edição recente.

Citação
"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros.”




Afonso Costa


Afonso Augusto da Costa (Seia, 6 de Março de 1871Paris, 11 de Maio de 1937) foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português.
Foi um dos principais obreiros da implantação da
República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.

Economia Política, 1896 e 1898;
Do serviço de peritos no processo criminal: legislação portuguesa, crítica e reforma, Coimbra, 1895;
Comentário ao código penal português : introdução : escolas e princípios de criminologia moderna, Coimbra, 1895;
Direito civil, 1896;
A Igreja e a questão social, Coimbra, 1896;
Organização Judiciária, 1897 e 1901;
A marinha mercante no Brasil, Lisboa, 1910;
Estudos de Economia Nacional. O Problema da Emigração, Lisboa, 1911;
Les finances portugaises : des faits et des chiffres, Lisboa, 1913;
Questões económicas, Rio de Janeiro, 1918;
O dia de Camões : commemoração realizada a 10 de Junho de 1921... : conferencia, Rio de Janeiro, 1921;
O génio de Camões : os Lusiadas : ensaio crítico, Rio de Janeiro, 1921; Bibliografia do etnólogo Pe Carlos Estermann. , Lisboa, 1961;


Bernardino Machado

Bernardino Luís Machado Guimarães foi o terceiro e o oitavo presidente eleito da República Portuguesa.
Estudou Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra. Teve um importante percurso como dirigente da maçonaria.
Foi presidente da República Portuguesa por duas vezes primeiro em 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917.
Mais tarde, em 1925, volta à presidência da República para, um ano depois, voltar a ser destituído pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instiuirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo.

Política
Durante a monarquia, Bernardino Machado foi deputado pelo Partido Regenerador, par do Reino, e ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria.
Aderiu ao Partido Republicano em 1903.
Com o advento da República foi ministro dos Negócios Estrangeiros e o primeiro embaixador de Portugal no Brasil (1913).

Plantação da "República"




Ao plantarmos a árvore do centenário quisemos simbolizar com esse acto que como a República ela cresce de forma vigorosa e contagia os outros nos ideais republicanos. Ao escolhermos com a forma de uma ave, procurámos simbolizar a paz, a ânsia do progresso e da modernização do nosso país, sobretudo que a mesma ganhe asas e possa reconstruir um novo Portugal dentro dos ideais preconizados pelos republicanos.
Apesar da chuva foi um dia diferente com a plantação da “República”, porque podemos ao mesmo tempo reflectir um pouco sobre a República e sobretudo sensibilizar os alunos para comemoração do centenário e aprendermos respeitar o legado que nos deixaram os primeiros republicanos.

As caricaturas

Fez moda as caricaturas durante a I República e mesmo antes, no tempo da monarquia. De forma diferente, caricaturava-se, criticando-se de forma acutilante as figuras e acontecimentos da época. Nestas diferentes caricaturas queremos recriar o espírito da época.














"A Escola Ideal"



De âmbito mais alargado pode entender-se a acção dos ideólogos republicanos. Cientes que só transformariam a sociedade através da instrução e da educação, foram sobre estes temas a sua principal preocupação.
“Para os mais destacados dirigentes republicanos a instrução do povo era a condição indispensável à sua consciencialização cívica e à sua elevação moral e espiritual.”
A implantação da República trouxe consigo um projecto de reformar a mentalidade portuguesa. Pretendia-se formar um homem culto, que assim compreenderia melhor os valores nacionais.
Dentro do espírito republicano colocou-se aos alunos o desafio de formularem a sua Escola Ideal, onde sobressaísse os ideais republicanos.
A Escola Ideal
A Escola Ideal seria um espaço com igualdade, convívio, união, alegria. Seria uma Escola dedicada às artes, música, à Natureza e às Novas Tecnologias. Existiriam mais espaços livres com fins distintos: música, ciência, desporto, tecnologia, animais…

Aléssia Oliveira


A Escola Ideal, passaria em primeiro lugar pela existência de mais educação, ou seja, que os alunos se respeitassem mutuamente, também respeitassem os professores e funcionários, porque a educação é a base da boa convivência entre todos.
Depois, gostava que houvesse mais actividades educativas, jogos, leitura entre outros…Gostava que existissem locais mais silenciosos.
Gostava que o espaço da sala de aula fosse mais colorido para quando tivéssemos aulas o espaço fosse mais agradável.

Cristiana Carvalho

A Escola Ideal passaria sobretudo por ter excelentes condições sanitárias, uma boa alimentação, uma associação de estudantes, um pavilhão em condições, ter matraquilhos e actividades desportivas.

Bruno Santos

Para mim uma escola Ideal era uma escola com jogos divertidos, com alguns animais e mais espaços relvados.

David Pinto

Uma Escola onde não existissem problemas, onde fosse possível fazermos o que quisermos sem desrespeitar os outros. As aulas deviam ser mais divertidas com actividades experimentais.

Patrícia Sousa

Todos os alunos deviam usar vestuário e material igual para assim acabar com a descriminação. Gosto da escola onde ando, porque é uma escola simpática rodeada pelo meio natural, cheio de ar puro, onde me sinto que estou quase em casa. Porque, pensando bem, passo muito tempo lá, por isso tenho que a preservar.

Alexandra Carvalho

A Escola Ideal é aquela que abre as portas a todos sem excepção, ignorando qualquer tipo de ideologia, onde o objectivo principal é a aprendizagem ao longo da vida, ou seja tornar cada aluno num ser capaz de aprender à aprender, sem que para isso dependa de professores ou instituições.

Alexandra Marta

Na minha opinião, uma Escola Ideal seria uma Escola onde houvesse mais liberdade, mas o comportamento dos alunos também devia ser muito melhor para haver essa “maior liberdade”.
Gostava que a minha escola fosse grande, onde houvesse espaço para “tudo e mais alguma coisa”: um campo relvado com dimensões de um estádio, um campo de Ténis, uma pista de ciclismo. Gostava que houvesse um pavilhão em boas condições que desse para realizar diferentes desportos.
João Almeida